Quadros da Autoridade Reguladora das Comunicações – INCM e do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) participam, de 2 a 6 de Março corrente, numa acção de capacitação técnica para operação de equipamentos e sistemas de comunicações de emergência, que decorre na sede do INCM.
Os equipamentos foram adquiridos no âmbito do Projecto de Aceleração Digital (PADIM), financiado pelo Banco Mundial, e a formação é ministrada pela African Union Communications (AUCOM), entidade especializada no fornecimento de produtos e serviços profissionais para os sectores de radiodifusão e telecomunicações em África.
A capacitação abrange comunicações via satélite, instalação, diagnóstico e conectividade de sistemas, gestão remota, emissão de alertas e produção de relatórios, operação de telefones satélites (VSAT) móveis para recuperação de serviços em cenários de desastre, configuração de rádios e repetidores, incluindo testes, alinhamentos e optimização de sinal.
Os técnicos das duas instituições irão operar de forma integrada e coordenada, assegurando a recolha e actualização de informação sobre infra-estruturas de telecomunicações em áreas afectadas, emissão de reportes tempestivos e instalação de soluções alternativas, de modo agarantir a continuidade dos serviços após danos em redes convencionais.
Entre as responsabilidades operacionais destaca-se, igualmente, o mapeamento das zonas de risco, a elaboração e partilha de mapas operacionais com identificação de pontos críticos e respectivas rotas de acesso, bem como o apoio à instalação e manutenção de redes de comunicação nos locais onde actuam equipas de busca e resgate.
Intervindo na sessão de abertura, o Administrador da Divisão de Regulação de Mercados e Estatísticas do INCM, Massingue Apala, sublinhou que a robustez das telecomunicações é determinante para salvar vidas, coordenar respostas e assegurar o funcionamento das instituições durante situações de emergência.
Segundo referiu, a iniciativa reforça não apenas os sistemas tecnológicos, mas também a capacidade humana que actua na linha da frente em contextos críticos. Acrescentou que o projecto representa um marco no fortalecimento da capacidade nacional de resposta a emergências, dotando o INCM, o INGD e as entidades operacionais de meios modernos, resilientes e ajustados aos desafios do país.
A existência de quadros devidamente treinados permitirá melhorar a coordenação entre os diferentes níveis de resposta, acelerar a mobilização de técnicos e equipamentos e garantir a recuperação funcional das infra-estruturas de telecomunicações em tempo oportuno, contribuindo para a eficácia das operações de resgate e recuperação.
Moçambique é um dos países africanos mais expostos a desastres naturais, ocupando a terceira posição no continente em termos de vulnerabilidade associada às mudanças climáticas. Entre os principais riscos destacam-se ciclones tropicais, cheias e inundações, secas e surtos epidémicos, o que reforça a importância estratégica de sistemas de comunicações de emergência robustos e resilientes.
