A Autoridade Reguladora das Comunicações – INCM promoveu, nos dias 7 e 8 de Maio corrente, uma acção de capacitação de profissionais da Comunicação Social em matérias ligadas à regulação das comunicações, envolvendo 23 jornalistas da imprensa escrita e electrónica, televisão e rádio.
A formação é ministrada por quadros do INCM que actuam directamente nestas áreas no exercício das suas funções. A iniciativa visa transmitir conhecimentos e criar um espaço de diálogo aberto, através do qual o INCM esclarece dúvidas, dissipa equívocos e alinha entendimentos, promovendo uma relação assente na confiança, transparência e cooperação contínua, de modo a assegurar uma comunicação mais clara e assertiva sobre matérias do sector das comunicações.
Intervindo na sessão de abertura, o Administrador da Divisão de Assuntos Corporativos, Celso Xerinda, afirmou que “num ambiente cada vez mais técnico e regulado, a qualidade da informação que chega ao cidadão depende, em grande medida, da interacção entre o Regulador e os profissionais da comunicação social”.

Segundo explicou, foi com esse propósito que o INCM organizou o workshop, procurando, em conjunto com os jornalistas, identificar formas mais eficazes de interpretar, contextualizar e transmitir conteúdos complexos de forma rigorosa e compreensível.
Entre os temas abordados destacam-se a inclusão digital, a transformação do sector postal, a segurança nas comunicações, a pirataria televisiva, a qualidade de serviço, a gestão do espectro radioeléctrico e a resiliência das infra-estruturas, matérias que impactam directamente a vida dos cidadãos, a actuação das empresas e o desenvolvimento do país.
A realização desta capacitação resulta da percepção da necessidade de aprofundar o conhecimento sobre diversas matérias do sector, assegurando que os jornalistas, enquanto elo entre o Regulador, os operadores e os consumidores, tenham maior domínio das acções desenvolvidas, contribuindo para uma melhor transmissão da informação e para a promoção da literacia digital.

Outro aspecto destacado prende-se com o facto de muitas matérias do sector, como a gestão do espectro radioeléctrico, não integrarem os conteúdos de aprendizagem comum nas escolas e universidades, sendo conhecimentos geralmente desenvolvidos em organismos especializados ligados às tecnologias de comunicação.
Desta forma, o INCM entende ser fundamental promover este tipo de iniciativas, visando reforçar a percepção pública sobre o sector, particularmente junto dos jornalistas, enquanto agentes de difusão de informação.
