A Comissão Nacional de Migração Digital (COMID) apresentou, hoje, em Maputo, a representantes de diferentes órgãos de comunicação social, o processo em curso de migração de radiodifusão analógica para a digital. No acto de abertura do encontro, o Director-geral do INCM, que é simultaneamente Presidente da COMID, Américo Muchanga, pediu aos editores, directores e jornalistas dos meios de informação presentes a sua participação activa e importantes subsídios ao processo de migração digital.

"Mais que divulgar queremos contribuições que nos ajudem a aperfeiçoar o processo de migração digital", frisou, tendo acrescentado ser este "o primeiro passo de um longo processo no qual o País está a embarcar, que tem, como objectivo, divulgar o processo de migração e, também, realizar a migração verdadeiramente dita.

O país tem capacidade de fazer esta migração; tem, hoje, um mercado com vários actores e participação forte de operadores nacionais, havendo vantagens significativas a serem colhidas tanto por eles, que criarão conteúdos melhores, e pelo público, que terá maior capacidade de escolha em termos do que quiser assistir".

Muchanga defendeu uma estreita colaboração dos meios de comunicação social. "Contamos com vossa colaboração para nos apoiar. Ninguém fez este trabalho sozinho; teremos muito a aprender convosco, para que consigamos levar esta tarefa ao bom porto", disse.

O presidente da COMID considerou que, no mínimo, "os que têm a cobertura analógica, hoje, têm de ter garantia da cobertura digital. Porém, queremos ter uma abrangência ainda maior que essa, com mais população. Esperamos diálogo permanente entre nós, sobre esta matéria".

Ou seja, a televisão digital terrestre (TDT) deve garantir os níveis de cobertura populacional já actualmente atingidos pela TV analógica.

Entretanto, na sua apresentação em power point, o Vice-Presidente da COMID, Simeão Anguilaze, referiu que a data estabelecida da conclusão desta migração, o de switch off, é 17 de Junho de 2015, seguindo as recomendações de organismos internacionais e regionais.

No entanto, a Rádio ainda não tem prazo para a migração. Ainda não existem padrões tecnológicos de Rádio Digital Terrestre, mundialmente aceites e consensuais, e isto faz com que "os receptores digitais de rádio não estejam massificados, a preços competitivos", sublinhou Anguilaze. Ele sublinhou que os preços médios de vários modelos de receptores digitais de rádio rondam entre 80 e 90 Euros, acima do bolso de muitos moçambicanos.

Sendo assim, "a migração digital da rádio será separada da da TV e ela ocorrerá em função da massificação dos receptores de rádio no mercado internacional a preços competitivos" defendeu.

Os jornalistas foram dados a conhecer as vantagens da rádio difusão digital: utilização mais eficiente do espectro radioeléctrico, pela possibilidade de alocar mais estações numa mesma frequência (numa relação de 1 para 12 ou 15 estações); maior qualidade de recepção dos conteúdos produzidos pelos operadores de TV; possibilidade de transmissão e recepção universais de serviços portáteis e móveis; maior robustez na transmissão do sinal; e possibilidade de desenvolvimento de outros serviços de elevado valor acrescentado na área de radiodifusão.

Um representante do jornal Expresso Moz questionou-se sobre as desvantagens da migração. "Devemos conhecer não só as vantagens, como também as desvantagens. É importante que as conheçamos para não ficarmos surpreendidos", asseverou o jornalista.

A resposta dada foi que existem, na verdade algumas desvantagens, de natureza económica, como a necessidade de aquisição de set-top boxes para a conversão do sinal e a alteração da localização do emissor. Mas característica principal do sinal digital é que a transmissão é boa ou não se recebe o sinal. Para operadores de TV, a desvantagem é de ter de haver uma empresa que instala rede digital; há necessidade de retransmissão e isto é uma desvantagem. Quanto a redacções, estas devem capacitar os seus quadros, prepará-los para a produção de conteúdos na base digital.

"As vantagens superam as desvantagens e há grande leque de negócios que se abrem", conforme se explicou o Director-geral do INCM e Presidente da COMID, Américo Muchanga.

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